domingo, 9 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

1-    Introdução
                    
1.2 -Educação Escolar de Pessoas com Surdez


A educação escolar das pessoas com surdez, no seu percurso histórico, foi marcada por um embate político epistemológico entre os gestualistas e oralistas.
As concepções desenvolvidas sobre a educação de pessoas com surdez se fundamentaram em três abordagens diferentes: a oralista, a comunicação total e a abordagem por meio do bilinguismo. Estas tendências centram-se em propostas pedagógicas, ora na inserção desses alunos na classe comum, ora na classe especial ou na escola especial.
Mediante aos equívocos existentes, resultados insatisfatórios e debates sobre a comunidade surda, sua cultura e sua identidade, levaram a interpretações conceituais provocando divergências relacionadas ao movimento político cultural e educacional.
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais e institucionais.
Contudo, as políticas públicas, princípios decorrentes de novos paradigmas e ações culturais e educacionais, numa perspectiva inclusiva devem consolidar um processo dialógico, de superação da imanência e da busca de mudanças sociais, culturais e filosóficas.


2-    Desenvolvimento

2.1- Atendimento Educacional Especializado para Pessoas com Surdez.


O AEE para alunos com surdez, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.
O AEE promove o acesso dos alunos com surdez ao conhecimento escolar em duas línguas: em Libras e em Língua Portuguesa, a participação ativa nas aulas e o desenvolvimento do seu potencial cognitivo, afetivo, social e linguístico com os demais alunos da escola comum.
O atendimento as necessidades educacionais específicas desses alunos é reconhecido e assegurado por dispositivos legais, que determinam o direito a uma educação bilíngue, em todo processo educativo.

O AEE envolve três momentos didáticos- pedagógicos: o AEE em Libras, o AEE de Libras e o AEE de Língua Portuguesa; visando oferecer aos alunos com surdez a oportunidades de beneficiar de ambientes inclusivos de aprendizagem (Damázio, 2007).[1]


3-    Conclusão


Continuar no embate epistemológico entre gestualistas e oralistas é manter na exclusão escolar as pessoas com surdez.
É de extrema urgência deflagrar iniciativas que desconstruam modelos conservadores da escola comum, focando o trabalho na transformação das práticas pedagógicas, na perspectiva da educação escolar inclusiva.
O AEE deve ser visto como uma construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais, oferecendo aos alunos a oportunidade de assegurar a sua aprendizagem.


[1] A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez; v.4.p.10-21;
O atendimento educacional especializado para os alunos com surdez: uma proposta inclusiva;Capítulo III; p. 25-38.

Referência Bibliográfica

Alvez, Carla Barbosa. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez / Carla Barbosa Alvez, Josimário de Paula Ferreira, Mirlene Macedo Damázio. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial ;[Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010. V. 4. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).

Bibliografia Consultada

DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo III - SEESP / SEED / MEC - Brasília/DF – 2007.