1- Introdução
1.2 -Educação Escolar de Pessoas com
Surdez
A educação
escolar das pessoas com surdez, no seu percurso histórico, foi marcada por um
embate político epistemológico entre os gestualistas e oralistas.
As concepções
desenvolvidas sobre a educação de pessoas com surdez se fundamentaram em três
abordagens diferentes: a oralista, a comunicação total e a abordagem por meio
do bilinguismo. Estas tendências centram-se em propostas pedagógicas, ora na
inserção desses alunos na classe comum, ora na classe especial ou na escola
especial.
Mediante aos
equívocos existentes, resultados insatisfatórios e debates sobre a comunidade
surda, sua cultura e sua identidade, levaram a interpretações conceituais
provocando divergências relacionadas ao movimento político cultural e
educacional.
A Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem
ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais
e institucionais.
Contudo, as
políticas públicas, princípios decorrentes de novos paradigmas e ações
culturais e educacionais, numa perspectiva inclusiva devem consolidar um
processo dialógico, de superação da imanência e da busca de mudanças sociais,
culturais e filosóficas.
2-
Desenvolvimento
2.1- Atendimento Educacional
Especializado para Pessoas com Surdez.
O AEE para
alunos com surdez, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a
compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades dessas pessoas,
vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.
O AEE promove
o acesso dos alunos com surdez ao conhecimento escolar em duas línguas: em
Libras e em Língua Portuguesa, a participação ativa nas aulas e o
desenvolvimento do seu potencial cognitivo, afetivo, social e linguístico com
os demais alunos da escola comum.
O atendimento
as necessidades educacionais específicas desses alunos é reconhecido e
assegurado por dispositivos legais, que determinam o direito a uma educação
bilíngue, em todo processo educativo.
O AEE envolve três
momentos didáticos- pedagógicos: o AEE em Libras, o AEE de Libras e o AEE de
Língua Portuguesa; visando oferecer aos alunos com surdez a oportunidades de
beneficiar de ambientes inclusivos de aprendizagem (Damázio, 2007).[1]
3-
Conclusão
Continuar no
embate epistemológico entre gestualistas e oralistas é manter na exclusão
escolar as pessoas com surdez.
É de extrema
urgência deflagrar iniciativas que desconstruam modelos conservadores da escola
comum, focando o trabalho na transformação das práticas pedagógicas, na perspectiva
da educação escolar inclusiva.
O AEE deve ser
visto como uma construção e reconstrução de experiências e vivências
conceituais, oferecendo aos alunos a oportunidade de assegurar a sua
aprendizagem.
O atendimento educacional especializado para
os alunos com surdez: uma proposta inclusiva;Capítulo III; p. 25-38.
Referência Bibliográfica
Alvez, Carla Barbosa. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez / Carla Barbosa Alvez, Josimário de Paula Ferreira, Mirlene Macedo Damázio. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial ;[Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010. V. 4. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).
Bibliografia Consultada
DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo III - SEESP / SEED / MEC - Brasília/DF – 2007.