segunda-feira, 22 de julho de 2013

Professor do AEE

Inicialmente já destaco que ao professor de AEE cabe complementar/suplementar a formação do aluno com conhecimentos e recursos específicos que eliminam as barreiras as quais impedem ou limitam sua participação com autonomia e independência nas turmas comuns do ensino regular; e ao professor da sala de aula comum é atribuído o ensino das áreas do conhecimento. O AEE tem funções próprias do ensino especial, as quais NÃO se destinam a substituir o ensino comum e nem mesmo a fazer adaptações aos currículos, às avaliações de desempenho e outros. É oportuno repensarmos que a todo momento a escola faz os movimentos inversos, sempre querendo adequar o que já existe e não transformar, mudar os paradigmas da educação, organizando uma nova inclusiva, em sua totalidade.
É importante salientar que o AEE não se confunde com reforço escolar. Neste aspecto a equipe escolar tem que dialogar, fazer a interlocução efetiva, desatando os “nós” das responsabilidades educacionais, compartilhando e agregando ações, no sentido de entrelaçar funções, sem atribuir ao outro a responsabilidade única ou agir aleatoriamente, fragmentando os encaminhamentos a serem oferecidos aos alunos.
Aos professores comuns e os da Educação Especial precisam se envolver para que seus objetivos específicos de ensino sejam alcançados, compartilhando um trabalho interdisciplinar e colaborativo.
O estudo de caso tem a sua importância na efetivação da articulação do professor de AEE em colaboração com o professor do ensino comum e com outros profissionais que trabalham com o aluno no contexto da escola. A articulação alcança três ambientes principais do aluno: SRM, sala de aula e família, e eu acrescentaria os atendimentos clínicos, os quais o aluno freqüenta, de modo a otimizar as informações na atenção aos aspectos que podem potencializar o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com deficiência. E a partir das informações obtidas, o professor do AEE constrói o perfil do aluno, bem como identifica a natureza do problema que mobilizou o encaminhamento para a SRM e organiza o Plano de AEE, priorizando ações articuladas entre os profissionais envolvidos, de modo a dar suporte às necessidades específicas do aluno, verificando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos educacionais e de acessibilidade. Através do PPP, buscar meios, com a comunidade escolar, com alinhamento de objetivos e metas, delimitando tempos escolares, inserindo calendários, horários de turnos e contraturnos na organização pedagógica escolar, e o horário do professor, previsto pra que possa realizar o atendimento dos alunos, preparar material didático, receber as famílias dos alunos, os professores de sala comum e os demais profissionais envolvidos.
 

5 comentários:

  1. Realmente Paula, ainda existe muita confusão quanto o ensino de um reforço e do AEE, no qual é importante compreendermos que são objetivos diferentes

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  2. Realmente o papel do professor da sala de aula e do AEE , no atendimento ao aluno com deficiência, ainda se confundem, em alguns momentos
    Marcia

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  3. Concordo com vocês. Por isso que é tão importante estes assuntos serem discutidos, porque a confusão existe sim e muitos aspectos tem de ser sempre esclarecidos. O que se trabalha no Reforçõ é diferente do que se trabalha nas salas multifuncionais porque o público alvo é outro, logo, o foco é necessariamente outro...

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  4. Acredito que este problema citados por vocês, e que realmente é uma realidade em diversos municípios somente acabaria com uma conscientização efetiva, com todos envolvidos ao contexto escolar.

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  5. O papel do professor do AEE, segundo o que mencionou em seu texto é o que vai trazer a quebra aos preconceitos fazendo um mundo das diferenças.

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